Opinião: LibreOffice 3.3 é uma alternativa viável ao Microsoft Word
O pacote de software livre e de código aberto LibreOffice não tem dificuldades para abrir arquivos do Word, tem boa aparência e ótimos extras.
Artigo original em inglês disponível em The Telegraph
Via Techbyte 12:42, 12 Abr 2011
Comprar a última edição de um processador de texto caro como o Microsoft Word, para um grande número de empregados, pode parecer uma tarefa amarga.
Portanto, você poderia ficar com a edição anterior um pouco mais, ou migrar para opções livres, como o OpenOffice. Eles tendem a ser mais simples e menos capazes do que os programas da Microsoft mas, já que muitas pessoas apenas arranham a superfície das funções avançadas do Word, uma alternativa mais barata e simples poderia ser considerada. O LibreOffice é o mais recente pacote de processamento de texto, planilha de cálculo, banco de dados, etc.
Ele está disponível para Windows, Linux e Mac, e é rápido e simples de baixar e instalar. Há muitas semelhanças com o OpenOffice, e se você trabalha com este último, não há nenhuma funcionalidade matadora que justifique uma migração neste momento, mas o LibreOffice tem uma boa aparência e ótimos extras, como a capacidade de importar arquivos criados no Microsoft Works, o mais comum pacote de escritório em muitos computadores.
É possível, também, importar arquivos PDF, que podem ser editados manualmente, apesar disso poder levar algum tempo. É possível salvar documentos de texto em vários formatos, incluindo diferentes versões do Word.
Nos testes, descobri que salvar arquivos no formato padrão .odt faz com que o Word fique relutante em abrir o documento, no entanto, atualizações podem dar um jeito nisso. Por enquanto, é simples salvar o arquivo no formato do Word, se for necessário que outros tenham acesso a ele e não possuam o LibreOffice.
Afinal, o LibreOffice não tem dificuldades em abrir arquivos do Word, que são exibidos de maneira tão sofisticada quanto no Word. Tenha em mente que não há uma opção de exibir, de maneira permanente, a contagem de palavras – o melhor amigo do escritor – na tela [1]. Nem mesmo há um atalho de teclado para isso: você precisa clicar no menu Ferramentas para encontrar a função [2].
Há, também, um pacote de idioma específico para o Inglês britânico (e para o Português Brasileiro) que precisa ser baixado. Você pode achar que isso ajudará a evitar verificações ortográficas americanizadas, mas fique atento, ela apenas faz algumas verificações adicionais [3]: tanto "colour", como "color" foram considerados aceitáveis nos meus documentos de teste.
Além dessa falhas, o LibreOffice foi direto e fácil de usar, e possui o suficiente para uma olhada valer a pena antes de se compromenter com aquele caro pacote de escritórios.
Aliás, os usuários de Mac têm uma opção para o processamento de texto espetacularmente elegante: o Byword está disponível na Mac App Store por aproximadamente £2 (R$5,00). Ele possui muito menos funcionalidades do que o LibreOffice mas é uma alternativa com um visual sem complicação (só uma tela branca e as letras enquanto você as digita). Isso faz dele uma das mais belas e apelativas interfaces disponíveis por aí.
Document Foundation LibreOffice 3.3
3 estrelas
Gratuito
[1] Existe uma macro desenvolvida em python que faz essa função, disponível em https://bitbucket.org/yawaramin/oo.o-live-word-count/overview
[2] É possível configurar um atalho de teclado para isso
[3] Em Português brasileiro existem as extensões CoGroo e Vero, que aumentam significativamente a precisão das verificações ortográficas.
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